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Algumas dicas apresentadas pela Dra. Susan Weinschenk (@thebrainlady), sobre como comprovar o retorno de investimento (ROI) em um trabalho de User Experience Design.

Fonte: Arquitetura de Informação

Eu, sentada bem aqui no cantinho, de branco.

O DIA MUNDIAL DA USABILIDADE (World Usability Day- WUD) surgiu como um evento preocupado em conscientizar as pessoas acerca da usabilidade e do design centrado no usuário. Na edição de 2008, ele ocorreu dia 11 de novembro, organizado por voluntários locais em diversos locais do mundo.

No Rio Grande do Sul, o foco do evento foi conscientizar as empresas quanto aos benefícios da usabilidade, mostrar que existem soluções simples centradas no usuário e que estas geram resultados. Além disso, o evento visou colaborar para a consolidação e aculturamento sobre o tema, extensão do mercado e desenvolvimento de profissionais e estudantes da região.

Esse ano, em Porto Alegre, o evento foi organizado pela AG2, pela agência RED e pela Design Knowledge Network, com o apoio da Associação Brasileira de Agências Digitais (ABRADi), da Faculdade Dom Bosco, da Target Trust e do Grupo A (Artmed).

Descobri que o Moisés Ribeiro foi o criador do novo lance interativo no site do Globo.com, onde na página da novela Passione, podemos acessar videos exclusivos onde os personagens fazem declarações ou desabafos especialmente para os internautas. Idéia inovadora para novelas brasileiras!!! 🙂

O Sr. Moises disponibilizou seu e-mail profissional para envio e currículos: moises.ribeiro@corp.globo.com

Aprendi que JAKOB NIELSEN é considerado o guru da usabilidade.

Aprendi que o termo “usabilidade” começou a ser utilizado a partir de 1995 e que a partir de 2002 iniciou-se um novo conceito chamado User Experience ou Ux.

Conheci a obra The Elements of User Experience, de Jesse James Garrett (2000). Além das obras Flow (1990), Emotional Design (2003) entre outras que não tive tempo de anotar porque era informação bagaraaaai… =/

Fui influenciada a buscar na internet por “Interações Sedutoras”, que pode ser conferido no próximo post deste blog.

Conheci uma atividade MUITO bacana chamada DOJO. Trata-se de uma dinâmica onde uma pessoa tem exatos 5 minutos para desenrolar uma mini palestra, cronometrada por um relógio digital num LINDO Macbook da APPLE.

Siiiiim! Tem que ser nesse aparelho, senão você não será nerd suficiente e não poderá participar da brincadeira… hahahah… brinks! Não me odeiem… 😛

Conheci o Rodrigo Quaresma, um desenvolvedor de aplicativos interativos para TV. Conheci termos como Enhanced television, Internet on television, Personal television e Connected television, a qual trata da manipulação de conteúdo na TV dentro da casa do usuário.

Conheci o Eletronic Programme Guides (EPG), que propõe a criação de guias, com botões, formas de acesso, vocabulário, etc, todos padronizados. Vale-se da idéia de que os controles remotos, não possuem um padrão e por isso são tão chatos de serem manipulados. O único padrão encontrado nos controles remotos são os botões direcionais, que oferecem diretrizes de interface, proporcionando uma navegação entre níveis.

Aprendi que K.I.S.S. não significa apenas “beijo”, mas que, na linguagem dos desenvolvedores de softwares significa KEEP IT SIMPLE, STUPID! hahaha ADOREI!!!

Ou seja, ofereça menos tomada de decisões, para que o usuário chegue ao seu destino com menos esforço cognitivo.

Aprendi com Rafael Soldatelli que o papel do designer é identificar os problemas, traduzí-los e solucioná-los através de idéias ÚTEIS. O moço tratou do impacto da usabilidade no design de serviços.

Ele ainda sugeriu verificar no histórico do WUD 2008, a palestra do prof. Vidal.

Aprendi que o Double Diamond possui 3 divisões e 4 partes: insights, idéias, protótipos e entrega. Agoooora, não me perguntem mais nada sobre isso porque eu ainda estou boiando, apesar de achar bem maneiro. 😛

Anotei alguns endereços que o moço disponibilizou:

www.service-design-network.org

www.servicedesigntools.org

www.designforservice.wordpress.com

Contato: areadeserviço@sparksd.com.br

E por último, conheci o ilustre Prof. Doutor Eduardo Campos Pellanda, que palestrou sobre a “mobilidade”, a internet, sobre novos suportes digitais e mais uma porrada de novidades tecnológicas que ainda estão alem do meu entendimento newbie.

Ele falou sobre NFC –> Near Field Communication

Apresentou o MIT Mobile Experience, um laboratório onde se pretende reinventar radicalmente e criativamente o design das conexões entre pessoas, informações e espaços físicos. Usando informação de ponta e tecnologia móvel, o laboratório visa melhorar a vida das pessoas através do projeto cuidadoso de experiências significativas. A cobertura de toda a pesquisa será feita pelos jornalistas da FAMECOS, da PUCRS.

Contato: eduardo.pellanda@pucrs.com

Twitter: @ubimidia

Espero ansiosa pela disponibilização das apresentações, sejam os videos ou os slides.

Ah, e vale registrar que eu não fui agraciada com NENHUM brinde no WUD 2010. Nenhum livro lindo do Grupo A (Artmed) e nem uma encantadora caneca de café. Mas o coffee-break estava sensacional. Além do café DELICIOSO e forte, tinha deleciosos pasteis assados de frango com palmito e sanduichinhos, entre outros.

 

Fui a ÚNICA estudante de Biblioteconomia (UFRGS) a participar do evento. Todos aqueles nerds, geeks e designers olhavam com estranheza e curiosidade pro meu crachá que dizia: BIBLIOTECONOMIA – UFRGS – @KAHHEART

E eu tô esperando meu prêmio do UX Book Club 2nd Anniversary. Um libro sobre Card Sorting (da Rosenfeld Media) que ganhei participando via Twitter na promoção de aniver desse interessante clube que reunem-se em pequenos grupos, em diferentes países, para discutir a leitura que fizeram de algum livro (pré-definido)  sobre UX. 😉

A caixa de buscas do Google é um universo à parte no que tange ao comportamento do usuário. Há algum tempo ela deixou de ser apenas um campo texto e passou a representar o ponto de partida de grande parte das tarefas realizadas na web. Com o tempo, passou a corrigir erros ortográficos, sugerir buscas relacionadas e – com o recente Google Instant – inclusive prever o que você está digitando.

Ainda assim, a busca do Google não está isenta de causar frustração nos usuários.

Agora imagine um mecanismo de busca que detecte essa frustação em tempo real e já sugira uma solução para o problema. É isso que o time de User Experience do Google vem tentando fazer e compartilha em seu blog.

“We gave users search tasks, some of which we knew to be difficult. The first couple of searches always looked pretty much the same independent of task difficulty: users formulated a query, quickly scanned the results and either clicked on a result or refined the query. However, after a couple of unsuccessful searches, we started noticing interesting changes in behavior. In addition to many of them sighing or starting to bite their nails, users sometimes started to type their searches as natural language questions, they sometimes spent a very long time simply staring at the results page, and they sometimes completely changed their approach to the task.”

Segundo o Google, além de mudanças faciais e corporais nos usuários que estão com dificuldades, ocorrem mudanças também na navegação.

“…those signals were: use of question queries, use of advanced operators, spending more time on the search results page, formulating the longest query in the middle of the session, and spending a larger proportion of the time on the search results page.”

Esses são os primeiros sinais de que sim, é possível que, no futuro, o computador identifique que o usuário está tendo dificuldades. É como se a frustração pudesse ser “catalogada” e identificada por uma inteligência artificial.

Sabemos que esse tipo de pesquisa monitorada (ou teste de usabilidade) é fundamental para que uma empresa tente entender melhor como as pessoas se comportam ao utilizar determinado serviço. Mas para o Google esse tipo de resultado deve ter um sabor especial.

Afinal, como ser inovador em um serviço que já está bem estabelecido e que as pessoas já sabem utilizar? Como evoluir a busca, que já é um processo tão simples, sem torná-lo complicado demais?

Não tem momento melhor para extrair esses insights do que ao observar pessoas.

 

Fonte: Biblioyecário Virtual

  1. Esqueça a regra dos 3 cliques
  2. Tenha em mente o “padrão em F” para dispor seu conteúdo
  3. Não deixe o usuário esperar: melhore a velocidade do seu site
  4. Permita que seu conteúdo seja lido rapidamente
  5. Não se preocupe com a “dobra” ou scroll vertical
  6. Coloque o conteúdo mais importante a esquerda da página
  7. Áreas em branco ao redor do texto melhoram a legibilidade
  8. Pequenos detalhes na interface fazem uma grande diferença
  9. Não use um mecanismo de busca para compensar uma navegação ruim
  10. A homepage não é tão importante quanto você pensa

Veja os detalhes das pesquisas que comprovam essas dicas no artigo original da Cameron Chapman no Six Revisions

Fonte: Neurônio Digital

March 12th, 2010  |  Published in Arquitetura da Informação, Cognição Aumentada, Design de Interação, Design for Behavior, User Experience

Arquitetura da Informação e Design de Interação > Design de Inteface

Tenho pensando no que difere a arquitetura da informação e o design de interação (para isso, vou ter que agrupar as 2 disciplinas profissionais, embora existam diferenças entre si) do design de interface. Tem um algo a mais nessas práticas de AI e IxD do que “diagramação pro digital orientada para atividade”. Isso seria o design de interface ou o design gráfico aplicado às “novas mídias” (clichê). Esse “algo a mais” que acho difícil definir até onde vai… Algumas hipóteses não mutuamente exclusivas entre si:

A conceitualização, planejamento, design thinking ou inteligência digital

A etapa anterior ao design de interface em si. “Planejamento interativo” ou “planejamento digital”, embora precisos, remetem muito pro lado do planejamento em agências (não existe o cargo de “planejamento” ou ˜direção de criação” fora delas – sim, é um absurdo convencional), que tem mais a ver com marketing do que com design.
“Inteligência digital” seria uma alternativa.. Antes de mistificar o termo “inteligência”, dou algumas definições do Steven Pinker:

Inteligência é a capacidade de atingir objetivos diante de obstáculos, por meio de decisões baseadas em regras racionais (que correspondem com a realidade ou correção das inferências).

Inteligência consiste em especificar um objetivo, avaliar a situação vigente para saber como ela difere do objetivo e por em prática uma série de operações para reduzir a diferença.

Inteligência consiste em usar conhecimento sobre como as coisas funcionam para atingir objetivos em face de obstáculos.

O que chamo aqui de “inteligência digital” seria apenas uma questão de usar o conhecimento sobre como o digital funciona para atingir objetivos em face de obstáculos. Uma atividade de planejamento ou conceitualização, dentro do que chamamos de arquitetura da informação e design de interação (conceitualizar a ferramenta explorando o meio). Acho que um rótulo que englobaria isso de forma mais completa seria o “design digital” (se com a revolução industrial, veio o design industrial, com a revolução digital, viria o design digital, não essa sopinha de letras que compõem o título deste post). Essa conceitualização ou inteligência digital é um dos fatores que distinguem a arquitetura da informação e o design de interação do design de interface. A inserção do designer na criação e planejamento de regras de negócio que refletem a inteligência do sistema é o que caracterizaria o “design thinking” no digital.

O uso do digital pra diagramação.

O computador permite inserir uma certa “inteligência digital” na diagramação, através da sensibilidade ao contexto, em um nível que não é possível no papel. Conteúdo personalizado (ao invés de massificado), por demanda, por grupos de usuários, por recomendações, por relacionamentos são mais relevantes e servem como um filtro, de acordo com o contexto – geográfico, histórico e de interação. Essa consideração pela relevância acho que é algo que também distinguem a arquitetura da informação e o design de interação do design de interface.

O uso do digital não só pra diagramação, mas pra utilidade.

O computador também permite inserir uma certa “inteligência digital” fora da diagramação, através da capacidade de cálculo e memória para alocar pro computador determinados tipos de tarefa que combinem estes recursos, e com isso, aumentar a utilidade do software e o desempenho do usuário. Talvez uma das coisas mais promissoras pra área de IHC seja definir quais são estes tipos de tarefas que requerem a combinação de cálculo e memória. Acho que o xadrez e a estatística seriam protótipos de atividades onde o computador combina cálculo com memória pra ter um desempenho excelente (e superior ao homem). Ferramentas de recomendação e de estimativas também são bom usos da combinação desses recursos, que também distinguem a arquitetura da informação e o design de interação do design de interface…

O uso da rede no digital.

A maioria dos projetos envolve não só o digital, mas o digital proporcionando a rede em alguma mídia: relações sociais mediadas pelo computador. Ou seja, muitas vezes, não é só um design digital, mas um design digital de ferramentas ou mídias sociais. Explorar o social e a comunicação na conceitualização quase sempre é uma premissa da arquitetura da informação e do design de interação, que também distinguem essas práticas do design de interface.

Enfim… Na minha opinião, o que difere as práticas de arquitetura da informação e design de interação do design de interface é a questão de encarar não apenas a interação entre o sistema e o usuário na interface, mas também diversos outros aspectos relacionados ao uso e ao desempenho desejado do usuário (talvez pudessemos falar de relações ecológicas ao invés de uso da interface). A interface, o próprio sistema e o meio digital e da rede, são meios para alcançar outros fins – geralmente desempenhos do usuário desejados.

A expressão já quase extinta “engenharia de usabilidade” deixava isso mais explícito do que a expressão “design da experiência do usuário” (o termo “engenharia” acabava implicando a intenção de modelar desempenhos com critérios desejados através do conhecimento científico, enquanto o termo “design” ainda é vago – e quando misturado com “experiência”, acaba falando menos coisa ainda). A proposta da engenharia da usabilidade era de especificar os critérios de desempenhos desejados e a partir deles, arranjar as condições que facilitavam alcançar os critérios de desempenho desejados. Mas acho que a engenharia de usabilidade (e a própria IHC, que juntas, davam a base teórica para a prática do design de interface) tinha seu limite na interface, não iam para outros pontos da relação homem-computador. A questão de divisão do trabalho (entre o homem e o computador) e/ou outras “regras de negócio” e “inteligência do sistema” (questões que agora são focadas na fase de conceitualização ou planejamento dos projetos que arquitetos de informação e designers de interação participam) não eram tão bem focadas fora da interface (temos heurística pra deixar o usuário sobre controle, mas isso no uso da interface, não na visão mais ampla ou ecológica da relação homem-computador como um quadro maior).

Arquitetura da Informação e Design de Interação < User Experience Design

Embora a arquitetura da informação e o design de interação abordem o relacionamento homem-computador de forma mais ampla, sistêmica ou ecológica (não apenas na interação via interface), creio que ainda existe uma fronteira entre elas e o rótulo “user experience design”. Este último pretende englobar toda e qualquer interação que a pessoa tem com o produto, serviço e a marca da empresa, como em um “gerenciamento do relacionamento com o consumidor”, o que seria muito mais uma atividade operacional de um gestor do que uma atividade projetual de um designer. Ao tratar do gerenciamento do relacionamento com o consumidor, temos diversos tipos diferentes de experiências….

A experiência de uso (previamente e mais rigorosamente conhecida como “usabilidade” – e geralmente tida como responsabilidade do designer) é uma coisa. A experiência de consumo (geramente tida como responsabilidade do comercial / marketing) é outra coisa. As 2 são “experiências”, envolvem interação da pessoa com um produto, mas em momentos diferentes. Se fossemos descrever o que uma pessoa está sentindo, fazendo, e pensando nessas interações com o produto / marca, seriam coisas bem diferentes (em um momento, ela é um usuário, no momento anterior, ela é um consumidor em potencial). Se formos considerar o ˜design para a experiência do usuário” como o gerenciamento do relacionamento com o consumidor, temos que assumir que isto é uma atividade operacional de toda a empresa, e não apenas da equipe de design. O termo “design” aí perde o sentido…

Arquitetura da Informação e Design de Interação = Design for Behavior

Na minha opinião, embora designers gostem de ver a si mesmo como médicos, até médicos não são responsáveis por todo a interação do paciente com um determinado sistema de saúde. Uma pessoa, que pro médico, é seu paciente, pro atendente, é um cliente. São interações diferentes, com papéis diferentes e em momentos diferentes. O médico não tem controle ou responsabilidade sobre todas essas interações, apenas por algumas. Da mesma forma, o designer não tem controle ou responsabilidade sobre todas as interações da pessoa com a marca ou produto, apenas por algumas. Se formos considerar realmente o “design para experiência do usuário” como uma atividade projetual, teríamos que entendê-la não como o gerenciamento do relacionamento com o consumidor, mas como o design digital orientado para desempenhos do usuário (ou simplesmente, design for behavior). Na realidade, poderíamos substituir a proposta do “design da experiência do usuário” para a proposta do “design digital para o comportamento”.

Fonte:  http://www.lucianolobato.com.br/?p=618