Arquivo da categoria ‘Comunicação’

A revolução não acontece quando a sociedade adota novas ferramentas. Acontece quando a sociedade adota novos comportamentos. Clay Shirtky 

 

–> A apresentação abaixo é de Juliana Sawaia, gerente de Inteligência de Mercado no IBOPE Mídia, e traz uma série de números muito interessantes sobre o uso das redes sociais no Brasil.

Anúncios

Eu, sentada bem aqui no cantinho, de branco.

O DIA MUNDIAL DA USABILIDADE (World Usability Day- WUD) surgiu como um evento preocupado em conscientizar as pessoas acerca da usabilidade e do design centrado no usuário. Na edição de 2008, ele ocorreu dia 11 de novembro, organizado por voluntários locais em diversos locais do mundo.

No Rio Grande do Sul, o foco do evento foi conscientizar as empresas quanto aos benefícios da usabilidade, mostrar que existem soluções simples centradas no usuário e que estas geram resultados. Além disso, o evento visou colaborar para a consolidação e aculturamento sobre o tema, extensão do mercado e desenvolvimento de profissionais e estudantes da região.

Esse ano, em Porto Alegre, o evento foi organizado pela AG2, pela agência RED e pela Design Knowledge Network, com o apoio da Associação Brasileira de Agências Digitais (ABRADi), da Faculdade Dom Bosco, da Target Trust e do Grupo A (Artmed).

Descobri que o Moisés Ribeiro foi o criador do novo lance interativo no site do Globo.com, onde na página da novela Passione, podemos acessar videos exclusivos onde os personagens fazem declarações ou desabafos especialmente para os internautas. Idéia inovadora para novelas brasileiras!!! 🙂

O Sr. Moises disponibilizou seu e-mail profissional para envio e currículos: moises.ribeiro@corp.globo.com

Aprendi que JAKOB NIELSEN é considerado o guru da usabilidade.

Aprendi que o termo “usabilidade” começou a ser utilizado a partir de 1995 e que a partir de 2002 iniciou-se um novo conceito chamado User Experience ou Ux.

Conheci a obra The Elements of User Experience, de Jesse James Garrett (2000). Além das obras Flow (1990), Emotional Design (2003) entre outras que não tive tempo de anotar porque era informação bagaraaaai… =/

Fui influenciada a buscar na internet por “Interações Sedutoras”, que pode ser conferido no próximo post deste blog.

Conheci uma atividade MUITO bacana chamada DOJO. Trata-se de uma dinâmica onde uma pessoa tem exatos 5 minutos para desenrolar uma mini palestra, cronometrada por um relógio digital num LINDO Macbook da APPLE.

Siiiiim! Tem que ser nesse aparelho, senão você não será nerd suficiente e não poderá participar da brincadeira… hahahah… brinks! Não me odeiem… 😛

Conheci o Rodrigo Quaresma, um desenvolvedor de aplicativos interativos para TV. Conheci termos como Enhanced television, Internet on television, Personal television e Connected television, a qual trata da manipulação de conteúdo na TV dentro da casa do usuário.

Conheci o Eletronic Programme Guides (EPG), que propõe a criação de guias, com botões, formas de acesso, vocabulário, etc, todos padronizados. Vale-se da idéia de que os controles remotos, não possuem um padrão e por isso são tão chatos de serem manipulados. O único padrão encontrado nos controles remotos são os botões direcionais, que oferecem diretrizes de interface, proporcionando uma navegação entre níveis.

Aprendi que K.I.S.S. não significa apenas “beijo”, mas que, na linguagem dos desenvolvedores de softwares significa KEEP IT SIMPLE, STUPID! hahaha ADOREI!!!

Ou seja, ofereça menos tomada de decisões, para que o usuário chegue ao seu destino com menos esforço cognitivo.

Aprendi com Rafael Soldatelli que o papel do designer é identificar os problemas, traduzí-los e solucioná-los através de idéias ÚTEIS. O moço tratou do impacto da usabilidade no design de serviços.

Ele ainda sugeriu verificar no histórico do WUD 2008, a palestra do prof. Vidal.

Aprendi que o Double Diamond possui 3 divisões e 4 partes: insights, idéias, protótipos e entrega. Agoooora, não me perguntem mais nada sobre isso porque eu ainda estou boiando, apesar de achar bem maneiro. 😛

Anotei alguns endereços que o moço disponibilizou:

www.service-design-network.org

www.servicedesigntools.org

www.designforservice.wordpress.com

Contato: areadeserviço@sparksd.com.br

E por último, conheci o ilustre Prof. Doutor Eduardo Campos Pellanda, que palestrou sobre a “mobilidade”, a internet, sobre novos suportes digitais e mais uma porrada de novidades tecnológicas que ainda estão alem do meu entendimento newbie.

Ele falou sobre NFC –> Near Field Communication

Apresentou o MIT Mobile Experience, um laboratório onde se pretende reinventar radicalmente e criativamente o design das conexões entre pessoas, informações e espaços físicos. Usando informação de ponta e tecnologia móvel, o laboratório visa melhorar a vida das pessoas através do projeto cuidadoso de experiências significativas. A cobertura de toda a pesquisa será feita pelos jornalistas da FAMECOS, da PUCRS.

Contato: eduardo.pellanda@pucrs.com

Twitter: @ubimidia

Espero ansiosa pela disponibilização das apresentações, sejam os videos ou os slides.

Ah, e vale registrar que eu não fui agraciada com NENHUM brinde no WUD 2010. Nenhum livro lindo do Grupo A (Artmed) e nem uma encantadora caneca de café. Mas o coffee-break estava sensacional. Além do café DELICIOSO e forte, tinha deleciosos pasteis assados de frango com palmito e sanduichinhos, entre outros.

 

Fui a ÚNICA estudante de Biblioteconomia (UFRGS) a participar do evento. Todos aqueles nerds, geeks e designers olhavam com estranheza e curiosidade pro meu crachá que dizia: BIBLIOTECONOMIA – UFRGS – @KAHHEART

E eu tô esperando meu prêmio do UX Book Club 2nd Anniversary. Um libro sobre Card Sorting (da Rosenfeld Media) que ganhei participando via Twitter na promoção de aniver desse interessante clube que reunem-se em pequenos grupos, em diferentes países, para discutir a leitura que fizeram de algum livro (pré-definido)  sobre UX. 😉

Produção espetacular que mostra como a geração jovem das últimas décadas tem influênciado e INFLUENCIA aspectos sociais, comportamentais, econômicos, políticos e de consumo.

Mostra a nossa geração “Millennials” ou “Generation Y“, como uma geração dinâmica e plural jamais antes vista, além de digitalmente interativa e criativa.

ASSISTAM! 🙂

O filme ‘We All Want to Be Young’ é o resultado de diversos estudos realizados pela BOX1824 nos últimos 5 anos. A BOX1824 é uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo.

Este filme possui licença aberta pelo Creative Commons.

Roteiro e direção: Lena Maciel, Lucas …

View more documents from Rafael Marinho.

Um engano que se comete ao analisar a usabilidade de um site é entregar o trabalho nas mãos de um especialista ou de basear essa verificação apenas em itens de cunho predominantemente técnico.

Essa foi a essência da apresentação de Ana Martins, analista de SEO (Search Engine Optimization – otimização de sites para buscadores, como o Bing) durante a palestra inaugural do UAISEO, mais um evento voltado às comunidades de search e de SEO brasileiras, que começou hoje, 25/9, em Belo Horizonte.

Ana explica que “o usuário entra na internet disposto a converter”, essa conversão pode ser, inclusive, uma compra – a rainha das conversões. Mas ele entra disposto a deixar um comentário, a clicar no botão “curtir” ou a dar um RT no endereço do conteúdo com que acaba de encontrar. Sabendo disso, os administradores de sites acreditam que o olhar que lançam sobre o conteúdo e a forma de usar o site estão alinhados às intenções da marca e ou empresa. “É onde ocorre o erro”, diz Ana, enquanto ocupa o placo do congresso que, apesar de vários atrasos ocasionados por voos e por estradas congestionadas, já contava com mais de 200 profissionais de web sentados no auditório da UniBh.

Para o heavy user, pessoas acostumadas a passar horas e mais horas surfando na internet, um link tem uma função óbvia. Mas esse não é o caso dos early users, como Ana se refere àqueles que vez por outra se digladiam com os WWWs, com os pedidos de login e termos de uso, podem ser pessoas de mais idade, podem ser internet newbies (os bebês da internet). “Alguém aqui já assistiu um teste de usabilidade feito em laboratório?” pergunta a palestrante. “É sensacional, a gente fica do lado da pessoa para observar a maneira como ela navega pelo conteúdo do site; chegam a passar com o mouse por cima dos links várias vezes, viram para você e perguntam onde devem clicar”. Se navegar na web deveria ser uma experiência agradável e dar ao usuário a sensação de estar ganhando alguma coisa, essa experiência vai por água abaixo à medida que “o potinho de paciência líquida”, com que todo internauta acessa a web, evapora.

Um dos recursos que, Ana deixa claro, tem uma função essencial para cada site com um número maior de páginas é o que se conhece por bread crumb – um mapa de navegação exibido durante toda a permanência no domínio. Você provavelmente já viu isso. Uma série de links que permite passar de um local para o outro, não raramente localizado na parte superior das páginas e que pode incluir home – quem somos – contato e outras seções. “Ter um site legal, com conteúdo bacana e não implementar esse tipo de recurso equivale a dirigir em uma cidade sem qualquer placa que informe por onde ir e por onde não ir”, afirma a analista de seo.

Para finalizar, Martins deixa claro que um teste de usabilidade robusto, para identificar até 75% dos erros no design ou na estrtura de links internos de uma site precisa de pelo menos cinco usuário totalmente leigos; se a intenção for de erradicar tudo que pode atrapalhar a navegação de novatos digitais, é necessário submeter a página ao mouse de no mínimo 15 visitantes e uma boa dose de sangue frio. “Tem gente que sai dos testes de usabilidade perguntando se passou”, ri Ana, um pouco antes de descer do palco.

13 de abril de 2009, 11:10

Cada uma das soluções (uso de tags ou vocabulário controlado) tem pontos fortes e fracos. Melhora muito quando é acrescentada a indexação com usabilidade, com proposta de sugestões e boa arquitetura de informação.

Por Rafael Marinho

Focando os dois lados da organização da informação na web, temos a cruz e a espada: se de um lado temos as tags (folksonomia), que permitem uma democratização e a ampliação nas possibilidades de busca e recuperação da informação, temos os problemas que ela causa, como polissemia, erros de grafia, flexões de gênero e número e duplicidade de termos, entre outros.

Defendo a ideia de que a folksonomia tanto pode levar a informação até o usuário quanto fazer com que este nunca encontre o que está procurando.

Por outro lado temos os tesauros (vocabulários controlados), que são cuidadosamente elaborados por profissionais para que o site e as informações que este contém mantenham uma unidade de termos e seja simples a “encontrabilidade” de informações. Porém os tesauros exigem que os profissionais sejam capacitados e dominem a linguagem do usuário.

Para isso é preciso que o profissional “traduza” o que o usuário quer dizer e monte uma árvore hierárquica de termos próximos, análogos e/ou relacionados, para que a busca seja eficiente. O grande problema dos tesauros é que este exige o usuário também conheça e domine os termos indexados (o que limita as possibilidades de busca do ponto de vista do usuário).

Geralmente o que o usuário está pesquisando não é algo que ele conheça bem; muito pelo contrário, ao entrar num site o usuário está buscando justamente aquilo que não domina ou não conhece bem. Como podemos exigir então que ele saiba os termos que descrevam o conteúdo daquilo que está buscando?

Cada uma das soluções (uso de tags ou vocabulário controlado) tem pontos fortes e fracos. Um exemplo que eu sempre recomendo aos meus colegas é o do Google, Você pode pesquisar Jornal na Intnet (com erro de grafia mesmo) e ele retorna os resultados: Você quis dizer Jornal na Internet? E no final da página têm-se:

?Pesquise também: Jornal On-line, Jornal na Web, além de publicidade: Adquira jornais com o menor preço?.

Analisando a estrutura acima temos uma referência cruzada que remete de um termo não usado para o termo utilizado pelo sistema (como nas bibliotecas), e simultaneamente temos o feedback de outros termos que se relacionam com o termo pesquisado.

Resumindo: indexação com usabilidade e boa arquitetura de informação é isso! Não forçar o usuário a decorar termos, retornar os resultados e trazer variações desses termos, além de propor sugestões. Não devemos ser inimigos da usabilidade tampouco dos nossos usuários, afinal o arquiteto de informação, o bibliotecário e os profissionais de TI estão a serviço da clareza e da organização da informação.

E quanto menos o usuário perceber os passos realizados pelo mecanismo de busca do site, e quanto menos for evidente a arquitetura de informação e os processos internos de classificação, catalogação e indexação, mais eficiente e eficaz será o site.

Afinal do que adianta dizer ao usuário que ?a pesquisa não encontrou nenhum documento correspondente??

Fonte: Webinsider

Clique no link para visualizar: Semiótica aplicada a interface