Usabilidade na internet: será coisa para especialista?

Publicado: setembro 29, 2010 em Arquitetura de Informação 2010/2, Comunicação
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Um engano que se comete ao analisar a usabilidade de um site é entregar o trabalho nas mãos de um especialista ou de basear essa verificação apenas em itens de cunho predominantemente técnico.

Essa foi a essência da apresentação de Ana Martins, analista de SEO (Search Engine Optimization – otimização de sites para buscadores, como o Bing) durante a palestra inaugural do UAISEO, mais um evento voltado às comunidades de search e de SEO brasileiras, que começou hoje, 25/9, em Belo Horizonte.

Ana explica que “o usuário entra na internet disposto a converter”, essa conversão pode ser, inclusive, uma compra – a rainha das conversões. Mas ele entra disposto a deixar um comentário, a clicar no botão “curtir” ou a dar um RT no endereço do conteúdo com que acaba de encontrar. Sabendo disso, os administradores de sites acreditam que o olhar que lançam sobre o conteúdo e a forma de usar o site estão alinhados às intenções da marca e ou empresa. “É onde ocorre o erro”, diz Ana, enquanto ocupa o placo do congresso que, apesar de vários atrasos ocasionados por voos e por estradas congestionadas, já contava com mais de 200 profissionais de web sentados no auditório da UniBh.

Para o heavy user, pessoas acostumadas a passar horas e mais horas surfando na internet, um link tem uma função óbvia. Mas esse não é o caso dos early users, como Ana se refere àqueles que vez por outra se digladiam com os WWWs, com os pedidos de login e termos de uso, podem ser pessoas de mais idade, podem ser internet newbies (os bebês da internet). “Alguém aqui já assistiu um teste de usabilidade feito em laboratório?” pergunta a palestrante. “É sensacional, a gente fica do lado da pessoa para observar a maneira como ela navega pelo conteúdo do site; chegam a passar com o mouse por cima dos links várias vezes, viram para você e perguntam onde devem clicar”. Se navegar na web deveria ser uma experiência agradável e dar ao usuário a sensação de estar ganhando alguma coisa, essa experiência vai por água abaixo à medida que “o potinho de paciência líquida”, com que todo internauta acessa a web, evapora.

Um dos recursos que, Ana deixa claro, tem uma função essencial para cada site com um número maior de páginas é o que se conhece por bread crumb – um mapa de navegação exibido durante toda a permanência no domínio. Você provavelmente já viu isso. Uma série de links que permite passar de um local para o outro, não raramente localizado na parte superior das páginas e que pode incluir home – quem somos – contato e outras seções. “Ter um site legal, com conteúdo bacana e não implementar esse tipo de recurso equivale a dirigir em uma cidade sem qualquer placa que informe por onde ir e por onde não ir”, afirma a analista de seo.

Para finalizar, Martins deixa claro que um teste de usabilidade robusto, para identificar até 75% dos erros no design ou na estrtura de links internos de uma site precisa de pelo menos cinco usuário totalmente leigos; se a intenção for de erradicar tudo que pode atrapalhar a navegação de novatos digitais, é necessário submeter a página ao mouse de no mínimo 15 visitantes e uma boa dose de sangue frio. “Tem gente que sai dos testes de usabilidade perguntando se passou”, ri Ana, um pouco antes de descer do palco.

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