Desenhando com comportamentos: a Magia da Prototipagem

Publicado: agosto 26, 2010 em Arquitetura de Informação 2010/2
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Por IXDA Salvador

O texto abaixo refere-se a uma adaptação de um trecho do texto original escrito para o “A list apart” em 2008, por David Verba, intitulado “Sketching in Code: the Magic of Prototyping

É uma introdução para compreensão dos benefícios do processo de prototipagem no desenvolvimento de projetos para internet.

Mesmo voltado para profissionais, é de fácil compreensão para todos os envolvidos em processos de design ou redesign de publicações para internet.

Prototipagem é a magia

Protótipos nos mantem focados no nosso objetivo real. Já vi inúmeras horas gastas para gerar páginas de documentos que nunca foram usadas. Isto em si não seria tão indesejável se tivéssemos recursos para desenvolvedores infinito. Infelizmente, isso raramente acontece E tenho visto muitas vezes motivos para suspensão de lançamentos de produtos em favor da geração de documentação “melhor”.

Com os protótipos, o foco é sempre sobre a aplicação; para torná-la melhor. E com os protótipos é muito mais fácil manter-se concentrado sobre o valor para o usuário final.

Além disso, o protótipo traz a “mágica” de uma aplicação web. Eu, como muitos de vocês, têm estado nesta indústria por muito tempo, e mesmo assim ainda me deparo com sites empolgantes. Pode haver algum bocado de interação ou algum toque que me faz parar por um momento e dizer: “Uau, isso é fantástico!” Eu posso acha-lo surpreendente, inesperado, ou mesmo bem pensado. Estes momentos têm um impacto emocional e visceral distintos que eu não consigo ter com wireframes ou documentação em papel, e são muitas vezes os recursos baseados na interatividade que irão diferenciar seu produto. A única maneira de expressar esta faceta de aplicações interativas, no processo de desenvolvimento, é através de um protótipo interativo.

Os benefícios da prototipagem

Prototipagem nos permite ver mais claramente os problemas no processo de concepção e desenvolvimento de um produto;  e, muitas vezes, antes. À medida que avançamos além dos sites de conteúdo corporativo em direção a aplicações que tenham ricas, e complexas a funcionalidades, a nossa capacidade de apreciar questões no início do projeto, e prever potenciais interações e problemas com elas, é diminuída. O problema de espaço, por exemplo, é especialmente muito complexo. Esta é a razão pela qual começou-se a utilizar wireframes em primeiro lugar. Muitas vezes a única forma de realmente entender como os problemas vão surgir, ou para descobrir possíveis soluções, é desenhando-as. Usamos wireframes para esboçar o conteúdo e layout; mas como nós sempre buscamos por interfaces mais interativas, wireframes não são tão eficazes. Precisamos de um esquema com real funcionalidade, com um “esboço de código” por assim dizer, para que possamos ver como o aplicativo vai realmente se comportar.

Outra vitória clara está nas apresentações para os tomadores de decisão. Protótipos podem ajudá-lo a “vender” uma solução que é, fundamentalmente, ou radicalmente diferente da solução atual do cliente ou daquilo que foi pedido (em prol da melhor solução). A abordagem tradicional muito conhecida no mercado é a de criar uma história atraente: uma apresentação em PowerPoint, e passar um dia defendendo a sabedoria do seu ponto de vista. Em vez disso, sente-se com as partes interessadas na frente ao protótipo e mostre-lhe porque sua abordagem é atraente.

Finalmente, não esqueçamos os usuários. Em um processo de design centrado no usuário, a investigação é uma das fases iniciais que explicitamente buscam um entendimento do feedback dos usuários. Muitas vezes, estes são atuais ou potenciais utilizadores do produto em desenvolvimento. Esta abordagem é extremamente valiosa, mas se os usuários em questão estão familiarizados com o atual produto, pode ser difícil para eles imaginar uma abordagem completamente diferente. E assim como nós, em nosso papel como designers e desenvolvedores, nem sempre é possível prever as consequências das nossas decisões até vê-las diante de nós; os usuários são regidos pelas mesmas restrições. Os usuários podem solicitar recursos de que “necessitam” apenas quando começam a utilizar a nova aplicação, e percebem que os recursos em questão não eram realmente úteis. Colocando protótipos interativos na frente de usuários é uma ótima maneira de obter, de maneira precisa, o que realmente é importante para eles.

Há também duas vantagens relacionadas, mas distintas, que eu considero “escondidas” dos benefícios de um processo de prototipagem.Em primeiro lugar, os processos de prototipagem fomentam a colaboração. Eles exigem muitas vezes que os designers e desenvolvedores trabalharem em conjunto na produção de algo tangível, em um curto espaço de tempo, ficando as pessoas certas (especialistas) na sala de trabalho. Em segundo lugar, designers e desenvolvedores começam a entender que é possível. (Clientes e usuários também podem obter o mesmo entendimento.) Então, mais tarde, quando estão sozinhos ou trabalhando em seu próximo projeto, um designer ou desenvolvedor pode entender melhor o que é susceptível de ser fácil ou difícil de se ponderar como soluções.

Fonte: Bibliotecário Virtual

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