História da AI

Publicado: julho 25, 2010 em Arquitetura de Informação 2010/2
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13/02/2006

História da Arquitetura de Informação

Texto adaptado de Chaiana C. Sperb

Pilares da AI

Arquitetura de Informação (AI), Usabilidade e Design são alguns termos que vêm ganhando muita popularidade na Internet e Sistemas de Informação.

Entretanto esses são antigos conceitos, reutilizados em novas aplicações.

O termo Arquitetura de Informação, foi inicialmente empregado por Wurman, na década de 1960.

Ele então definiu a AI como a união de três campos conhecidos: a tecnologia, o design gráfico e o jornalismo. Essa definição encontrou questionamentos por parte de alguns autores por ser considerada limitada.

Em 2003, Agner e Silva relatam que a maior visibilidade da AI nos anos 90 coincidiu com o momento onde a Internet atingiu a sua massa crítica por volta de 1997. Porém, sabemos que a AI não surgiu com a Internet.

Como ciência, vem sendo estudada há pouco tempo, mas sua aplicação pode ser comparada à existência de Bibliotecas. Suas raízes podem estar na simples busca de modelos de indexação e organização da informação física.

Dillon (2003 apud AGNER & SILVA, 2003) considerou diversas disciplinas que podem contribuir para o sucesso da Arquitetura de Informação: psicologia, ciência da computação, educação, ciências cognitivas, Design centrado no usuário, Design gráfico e Desenho Industrial, Design instrucional, sociologia, antropologia, engenharia de software, Web Design, modelagem de dados, administração de base de dados, interação humano-computador (IHC), recuperação de informações e ciência da informação. Com a permissão de Dillon, complementa-se a relação de disciplinas com outra, profundamente relacionada ao tema: BIBLIOTECONOMIA.

A Arquitetura de Informação aplicada à Web é a estruturação de um site em termos de navegação, hierarquia do conteúdo e disposição dos elementos interativos.

Sobre essa estrutura serão construídos os demais elementos do site, como a forma, função, metáforas, navegação e interface, interação e design.

Segundo Pinho (2003, p. 135) “a essência da Arquitetura de Informação é projetar a organização e o sistema de navegação com o propósito de ajudar os usuários a encontrar o que procuram”.

Dessa forma, um website que apresetar uma boa AI terá como principal qualidade a característica de fornecer ao usuário o que ele está procurando com pouco esforço e de navegação. Para isso é necessário projetar maneiras de agrupar o conteúdo do site, oferecer sistemas de busca, projetar sistemas de navegação e identificação dos diferentes grupos de conteúdo do site. O resultado disso será outro termo muito difundido nos últimos anos: Usabilidade.

O interesse geral assegura o futuro dos temas no projeto e na criação de sistemas que incluam a interação e troca de informações com o usuário.

Hoje o arquiteto de informação deve possuir conhecimento da teoria da interação com o usuário (IHC), análise da tarefa, cognição, do impacto organizacional da tecnologia, do processo de Design, desenvolvimento de sistemas, testes de usabilidade, comunicação, lógica, análise e pensamento crítico.

Referências:

AGNER, Luiz; SILVA, Fabio Luiz Carneiro Mourilhe. Uma introdução à arquitetura da informação: conceitos e usabilidade. PUC-Rio, 2003.

PINHO, J.B. Jornalismo na Internet: planejamento e produção da informação on line. São Paulo: Summus, 2003.

NIELSEN, Jackob. Projetando Websites. Designing Web Usability. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

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